Gestão de risco: 5 alternativas além do PFMEA

Por: Qualyteam

02 maio 2016 • 4 min de leitura

Gestão de riscos

Sumário

What-If

Uma das formas de avaliação de riscos é o procedimento What-If, que tem o objetivo de examinar as falhas que podem aparecer nos projetos, nas normas e nos processos. Além disso, busca medir também o comportamento no trabalho da organização e os níveis de capacitação dos empregados, para antecipar os possíveis riscos. É uma técnica qualitativa, bastante simples e desenvolvida a partir de uma checklist, e utilizada para verificar uma ação a ser realizada. É, então, por isso que comumente é mais aplicada na fase de conceituação do projeto, quando faltam ainda dados para um panorama mais completo dos riscos.

APP e APR

A análise preliminar de riscos (APR) e a análise preliminar de perigos (APP) surgiram para localizar os riscos em um sistema que podem ser causados por eventos indesejáveis. Esse tipo de análise vai identificar os pontos e as situações mais suscetíveis a problemas e fazer uma espécie de ranking para auxiliar e guiar algum estudo ou análise posterior. Um dos principais benefícios da APP é a sua capacidade de ser utilizada durante várias etapas, sendo mais adequada para fases iniciais de projetos. Quem for fazer a APP vai utilizar sua própria experiência para estudar o sistema em questão e avaliar as prováveis causas dos problemas relacionados. É bom que a análise seja feita por um grupo de pessoas de várias áreas. A APP e a APR não necessitam de muito tempo, na maioria dos casos, e são simples de serem aplicadas.

Análise SWOT ou FOFA

Forças, fraquezas, oportunidades e ameaças. Essas são as preocupações que formam a sigla da análise SWOT (em inglês) ou FOFA (em português). A ferramenta permite a verificação de um cenário amplo, levando em consideração não somente a própria empresa (forças e fraquezas), mas também o ambiente externo a ela (oportunidades e ameaças). Um ponto negativo é que esse tipo de ferramenta não é recomentado para abordar riscos detalhados dos projetos.

Árvore de falhas

A Árvore de Falhas é um método desenvolvido para identificar e sequenciar os vários eventos que podem acontecer, isolados ou não, e que levam a uma falha. Em sistemas mais complexos, a técnica é empregada para verificar o grau de confiança e de segurança, fazendo uso de diagramas para acompanhar vários processos e evitar os problemas superiores indesejáveis, chamados de evento topo. Além de simplificar a análise de falhas, também permite melhorias nos novos projetos a serem implementados, pois considera uma relação de eventos combinados que contribuem para desencadear o problema maior. A desvantagem é que, por depender de banco de dados confiável com probabilidades para cada evento previsto, a análise pode não corresponder à realidade.

Hazop

O método Hazard and Operability Study (estudo de perigos e operabilidade), simplificado como Hazop, é usado para verificar os perigos que podem provocar acidentes nas diversas partes de uma instalação. Com metodologia rígida, a técnica visa estudar e oferecer alternativas para controlar os problemas de operação e para evitar os riscos. Todas as causas de falha potenciais devem ser identificadas. Uma avaliação é escrita levando em conta os desvios possíveis, as suas consequências, suas causas e os requisitos de proteção. Quando uma condição de risco é identificada, pode-se recomendar modificações no processo ou no sistema ou a necessidade de um estudo mais aprofundado. Pronto! Essas foram algumas ideias para gestão de risco. O que você achou delas? Conhece mais alguma alternativa? Conta pra gente nos comentários.]]>

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